Na Imprensa

02/01/2018

A Quick House, sediada em Canoas, RS, obtém a certificação Selo Verde

Com atuação internacional no ramo da construção civil, a Quick House obteve em dezembro a certificação Selo Verde. A matriz da empresa situa-se em Canoas, RS, desenvolvendo atividades produtivas e comerciais no Brasil, Estados Unidos e Emirados Árabes.

 

Saiba um pouco sobre as certificações ambientais 

A procura por certificações ambientais tem aumentado no Brasil desde 2009. O crescimento se deu em boa parte após o Termo de Ajustamento de Conduta – TAC 01/2009 firmado em Belém do Pará. O TAC teve origem em investigação da Polícia Federal, associações civis e mais de uma dezena de ações judiciais ambientais movidas pelo Ministério Público Federal no Pará com repercussão internacional. Fazendas de produção de gado, frigoríficos, supermercados, multinacionais, assim como fornecedores e compradores foram documentalmente vinculados ao desmatamento ilegal na Amazônia. A exposição das marcas e logotipos gerou prejuízos incalculáveis à imagem das empresas envolvidas, assim como frente aos consumidores, cada vez mais qualificados e exigentes. As corporações investigadas, com capital aberto na  Bolsa de Valores, também tiveram prejuízos financeiros frente a investidores e  omercado financeiro.

“Os selos ambientais se consolidaram nos mercados nacional e internacional. Ainda em 2008 identificamos que esta demanda cresceria exponencialmente quando fomos contratados para a prestação de serviços de consultoria na elaboração de modelos de cláusulas contratuais de importação, exportação e transportes. Os contratos exigiam certificações ambientais e seguro ambiental, visando minimizar e evitar riscos”, refere Cristiano Pacheco, Diretor Executivo da CPA Compliance/Cristiano Pacheco Consultoria Ambiental Ltda.

A eficácia do instituto da responsabilidade civil objetiva prevista na Lei de Política Nacional do Meio Ambiente, impulsionada pelo TAC 01/2009 criaram temor nas empresas diante do risco de tornarem co-rés em ações judiciais por danos ao meio ambiente. Não somente receio das indenizações mas principalmente pela exposição negativa da marca, em muitos casos o maior ativo da empresa.

O notório caso das multinacionais Nike, Walmart, Toyota, Timberland, dentre outras (TAC 01/2019) vinculou a imagem das empresas ao desmatamento e queimadas ilegais em fazendas no Pará. Couro e carne orinundas destas propriedades foram rastreados e ‘contaminaram’ toda a cadeia produtiva envolvida, inclusive instituições financeiras como o BNDES. “Uma situação destas pode custar caro para a empresa e para as instituições financeiras assim como para as respectivas  relações comerciais. Daí uma das vantagens da certificação ambiental: mostrar transparência, consistência e confiabilidade ao mercado no que refere a boas práticas e sustentabilidade”, pondera Pacheco.

 

Vantagens das certificações 

As empresas certificadas saem na frente diante daquelas que não possuem certificação. Assim como o Selo Verde, as demais certificações ambientais são uma tendência irreversível no mercado. Os benefícios às empresas vão desde a concessão de taxas de financiamento privilegiadas e vantagens nas atividades comercias de importação e exportação até a avaliação e validação regulatória das cadeias produtivas junto a compradores e fornecedores. A confiabilidadade gerada pelos selos ambientais constitui ferramenta de competitividade em um mercado cada vez mais complexo e competitivo. Empresa, sociedade e meio ambiente ganham.

 

O case de sucesso da Quick House

A Quick House foi criada em 1990 e, após uma análise do mercado, concluiu-se que a construção civil, no Brasil, não possui incremento tecnológico significativo de produção há muitos anos. A partir daí, começou-se a desenvolver um sistema construtivo próprio e moderno capaz de ser industrializado, transferindo para dentro da fábrica grande parte dos serviços que normalmente são feitos no canteiro de obra. Depois de alguns protótipos e de pesquisa de materiais, no Brasil e no exterior, foi criado o sistema Quick House.

Alguns dos diferenciais de sustentabilidade da empresa são: (1) a não utilização de água nem de cimento na construção civil; (2) as unidades, dentre lojas, escolas, casas populares, postos de saúde, até casas luxuosas com dois andares, podem ser montadas e desmontadas dezenas de vezes em diferentes locais; (3) as casas são resistentes a tempestades e tornados; (4) a durabilidade é bastante superior à construção civil tradicional feita com tijolos e cimento (frisa-se que são retirados da cadeia produtiva o cimento e a água, consequentemente a areia, os impactos da mineração, explosivos, poluição sonora, caminhões, combustíveis, gases nocivos ao efeito estufa e mudanças climáticas, assim por diante); (5) casas populares e escolas são construídas em até 20 dias, independente de haver sol ou chuva.

O sistema Quick House é patenteado e, além do Selo Verde, também possui nos Estados Unidos as certificações Miami-Dade County e National Association of Home Builders – NAHB.

O gerenciamento e execução do processo de obtenção do Selo Verde foram realizados pela equipe multidisciplinar da CPA Compliance/Cristiano Pacheco Consultoria Ambiental Ltda.

 

Conheça mais sobre o sistema Quick House em www.quickhouse.com.br